Ontem saí para jantar com meu grande amigo FDR e consegui essa entrevista exclusiva. Entre um e outro chopp e um sanduíche de costelinha de porco, o futuro membro da Academia Brasileira de Letras falou sobre o sentido da vida, sobre o novo livro 'Todas as festas felizes demais' e sobre a feiúra de um casal de japoneses albinos sentado na mesa ao lado.
Abaixo, os melhores momentos.
PCN: Quais as suas maiores influências?
FDR: Billy Idol e Sartre. Nesta ordem.
PCN: E as menores?
FDR: Nelson Ned e Zacarias (in memorian).
PCN: Qual o sentido da vida?
FDR: Bairro-centro. Só que eu ando na contra-mão.
PCN: É verdade que você bebe muito?
FDR: Olhe. Eu bebo pouco. Mas o pouco que eu bebo me transforma em outra pessoa, que bebe pra cacete.
PCN: Você é gay? Você é gay que eu sei?
FDR: Isso não é da sua conta. E que piada idiota.
PCN: É verdade que você considera a Idade Média a melhor época da humanidade para se viver?
FDR: Com certeza foi. Desde que, claro, você não pisasse num prego enferrujado ou pegasse gonorréia.
PCN: E o novo livro? O que ele tem de melhor que os outros?
FDR: Acho que o fato de não ter que dividir a grana em 11.
PCN: E o título? Veio de onde?
FDR: Eu queria que se chamasse "Obras completas de FDR, volume 1". Mas não aceitaram. Aí foi esse mesmo.
PCN: O que você acha do modernismo nas artes?
FDR: Se por modernismo você quer dizer atrizes de teatro peladas, acho bom.
PCN: Você é a favor da globalização?
FDR: Sou contra a globalização. E contra os terremotos, também, como o Voltaire.
PCN: E esse casal de japoneses albinos aí do lado? Você viu?
FDR: Nossa!! Que absurdo!!