Tenho primos em Brasília. Filhos de funcionários públicos. Vieram passar férias em SP. Um deles passava tardes inteiras no telefone, em ligações que recebia de amigos e da mãe. Falar em "tardes inteiras" não é exagero. Se o dia estava chuvoso, eram horas e horas desperdiçadas em conversas tolas até a medula. Sábado, entre os cafés de visitas, chamei o garoto:
- Meu caro, larga disso. Quanto você paga de conta de telefone?
- Quanto eu pago? É quanto você paga, primo. Para interurbanos nós usamos um celular corporativo, que minha mãe ganha do Governo.
E riu. Eu também dei uma risadinha, por reflexo. Mas a vontade era a de lhe dar uma coça...
Posted by Porfirio at dezembro 2, 2003 9:55 AM