Li um artigo de um dos colaboradores d'O Indivíduo. Pra quem não sabe, é aquele site que prega o valor do pensamento individual repetindo tudo o que o Olavo de Carvalho diz. O artigo trata desse assunto pegajoso denominado "estado democrático de direito". É de autoria de um certo Marcello Tostes, se chama "Liberalismo clássico: uma crítica", e parece defender o inverso do que acabo de dizer. Segundo Tostes, a noção de Estado democrático limitado é autocontraditória, porque Estado democrático pressupõe uma tendência expansionista ilimitada.
Vou tentar resumir, da forma mais honesta possível. O artigo diz que nas democracias as pessoas entram no aparato estatal através de eleições periódicas, que são um veículo de escambo de privilégios por votos. Esse escambo cria um círculo vicioso: o eleitor recebe benefícios (direito gratuito a creche, comida, hospital, escola etc.) em troca de votos; os votos dão o poder ao eleito para gerar mais benefícios para o eleitor; o eleitor recebe os novos benefícios em troca de novos votos. De eleição em eleição, mais benefícios são criados às custas da espoliação da classe privada produtiva, para serem trocados por mais votos e assim por diante. O resultado é que a democracia tende a uma expansão ilimitada do perverso Estado (e seus consumidores de tributos) em prejuízo das angelicais forças capitalistas de mercado (os pagadores de tributos).
Posted by Porfirio at dezembro 18, 2003 5:48 PM